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Ser e nada em Hegel

janeiro 11, 2009

A Lógica de Hegel, sobre a identidade de SER e NADA, tem um estudo sobre ” começos” bem bacana , porque aponta a sensação surreal de construir um começo e sair do determinismo que já está manifesto e na cultura e termos a permissão de apontarmos um novo possível – o começo!

“O começo”, diz Hegel introdutoriamente, precisa ser absoluto ou, o que aqui é equivalente, ser começo abstrato; ele não deve pressupor nada, não deve ser mediatizado por nada nem ter um fundamento; deve ao contrário ser ele mesmo fundamento da ciência inteira. Deve portanto ser absolutamente um imediato, ou antes apenas a imediaticidade mesma. Como não pode ter determinação em relação a outra coisa, tampouco pode ter determinação em si, ou conteúdo, pois tal seria diferença e relação de diferentes uns com os outros e, com isso, uma mediação. O começo é, portanto, o ser puro.
[HEGEL, G. Wissenschaft der Logik. Hamburg: Felix Meiner, 1932 primeiro livro, p.54]

O começo absoluto é, portanto, o começo abstrato, isto é, o absoluto abstrato. O ser puro não possui nenhuma determinidade, nenhuma diferença interna ou externa, nenhuma positividade, particularidade, relatividade.

Nada há nele a intuir, se é que de intuição pode ser falado aqui; ou ele é apenas essa pura e vazia intuição mesma. Tampouco há algo nele a pensar, ou ele é do mesmo modo apenas esse puro pensamento vazio. O ser, o imediato indeterminado, nada é de fato, e nem mais nem menos que nada.
[Ibid., primeira parte, primeiro capítulo, p.66-67]

O ser é o pensamento puro. “O ser puro”, diz Hegel na Enzyklopädie.

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